Atualizada às 19h30

A única vítima do acidente entre balsas registrado na travessia do Rio Tocantins, em Porto Nacional, no dia 15 de fevereiro, que estava internada no Hospital Regional de Porto Nacional até esta sexta-feira, 23, passou por um procedimento cirúrgico com equipamento pago pela empresa responsável pela travessia. 

As informações, confirmadas pelo JTo nesta sexta-feira, 23, apontam que a remoção dela para uma unidade hospitalar da rede privada, com custos pagos pela empresa Pipes, não ocorreu durante a semana, “por não ser necessário, de acordo com a equipe médica”, afirmou um advogado da empresa, ao JTo. A identidade da vítima não foi divulgada pela empresa. 

O jurídico informou que a transferência dela também não ocorreu junto com a vítima Marcela da Silva, por não ter sido sugerida pela equipe médica. Contudo, precisou passar por procedimento cirúrgico, e “o equipamento que era necessário para a realização da cirurgia também foi custeado pela empresa”, informou. 

Nesta sexta-feira, a Secretaria de Estado da Saúde (SES)  afirmou, em nota, "que a paciente citada estava internada no Hospital Regional de Porto Nacional (HRPN), recebeu alta hospitalar, a pedido da família". Conforme informações da TV Anhanguera, ela acabou transferida para Palmas, e deu entrada no mesmo hospital particular que Marcela da Silva recebeu atendimento.

Na manhã desta sexta-feira, 23, morreu a vítima Marcela de Jesus Santos da Silva, socorrida em estado grave no dia do acidente. 

Marcela da Silva chegou a ser encaminhada ao Hospital Geral de Palmas e na quarta-feira, 21, a pedido da família, segundo a SES, recebeu alta, e foi encaminhada a um hospital particular, com despesas pagas pela empresa, conforme apurado pelo JTo. 

Balsa retida para perícia

Na quinta-feira, 22, em uma postagem em perfil de redes sociais, o Grupo Pipes divulgou atualizações sobre a atuação da empresa diante do ocorrido. Conforme a postagem, “a balsa que foi objeto de sinistro encontra-se lacrada pela Marinha até o final do procedimento de investigação". 

A informação, sobre a retenção da embarcação Pipes 96, também foi divulgada pelo JTo, no mesmo dia, conforme informações repassadas pela Marinha do Brasil, sobre inquérito que apura as "causas, consequências e possíveis responsáveis pelo acidente". 

Conforme a capitania, a apuração segue em “fase de coleta de provas testemunhal, documental e pericial” e uma das embarcações envolvidas no acidente, a Pipes 96, “encontra-se retirada de tráfego para fins de perícia”.

Reparos e afastamento de envolvidos

Na postagem, a Pipes também afirmou que "o departamento jurídico da empresa está em negociação com todos os atingidos pelo sinistro, incluindo os proprietários de veículos, para arcar com os reparos". 

Sobre seus colaboradores, a empresa pontuou que "todos os funcionários envolvidos no sinistro estão suspensos para apuração de falta grave, incluindo na apuração as perícias necessárias para determinar a ocorrência de negligência".