A Justiça condenou Lucas Pereira Santos e Vinícius de Oliveira Santos a penas de 24 anos, dois meses e 29 dias de prisão, em regime fechado, pelo crime de latrocínio contra o mototaxista de Araguaína, Roniel dos Santos Bezerra, morto em março de 2023. 

As informações foram divulgadas pelo Ministério Público (MPTO), nesta quarta-feira (3).

O Ministério Público, que atuou no caso por meio do promotor de Justiça Gustavo Schult Junior, informou que vai recorrer da sentença para buscar um aumento na pena. Com a condenação, os réus não poderão recorrer em liberdade.

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Conforme denúncia do MPTO, o mototaxista foi morto na tarde do dia 30 de março de 2023, no Setor Araguaína Sul 2, em Araguaína, ao ser atraído para uma emboscada. Ele ainda teve a moto, o celular e a carteira roubados.

O órgão divulgou que Lucas Pereira e Vinicius Santos, agiram junto com André Luís Pereira Silva, atualmente foragido, que era conhecido da vítima. 

André teria ouvido que Roniel tinha em sua conta bancária a quantia de R$ 70 mil, e por isso teria planejado o sequestro para roubar a quantia em dinheiro.

O mentor do crime se passou por cliente e atraiu o mototaxista até o local do crime, onde era esperado por Lucas e Vinicius. Ao chegar lá, ele acabou rendido e morto. 

Prisão após cerco policial

Os dois réus condenados acabaram preso no mesmo dia do crime, horas depois de terem matado o mototaxista. 

A dupla acabou detida depois de militares do 2º Batalhão de Polícia Militar montarem barreira em uma região de chácaras, que resultou na abordagem de um veículo, ao transitar em alta velocidade. 

Vinicius de Oliveira Santos foi o primeiro a ser preso, confessou ter participado do crime. Em seguida, os militares receberam a denúncia de que um homem teria sido rendido por populares e abandonado com lesões. Se tratava de Lucas Pereira dos Santos, que acabou preso.

Prisão preventiva

No dia seguinte às prisões, ambos tiveram a detenção convertida de flagrante para preventiva. Ambos já respondiam a outros processos, inclusive com mandado de prisão em aberto, na época. 

O Juiz Carlos Roberto de Sousa Dutra, da 2ª Vara Criminal de Araguaína, ao decretar a preventiva, entendeu que ambos possuíam “inclinação à prática delitiva”, e que se fossem soltos ao final do prazo de prisão em flagrante, ofereciam risco à ordem pública.