O presidente Lula da Silva deu um ultimato ao ministro das Relações Institucionais,Alexandre Padilha, do PT. Ou ele se acerta com os deputados – ainda há uma fila dereclamações, da oposição à base – ou volta para a planície; leia-se a Câmara dosDeputados. O presidente foi enfático, do jeito que está não dá mais. Padilha entendeu orecado e começou a procurar pessoalmente os líderes dos partidos e representantes dobaixo clero, pedindo apoio para se manter no cargo. Evidentemente, sabe que há outrafila (de deputados) de olho no seu gabinete, um dos mais poderosos da República.

Conversa com Barros 

Há uma semana, fora da agenda, o presidente Lula da Silva chamou para café no Palácio da Alvorada o deputado federal Ricardo Barros (Progressistas-PR), ex-ministro da Saúde no Governo de Michel Temer. Lula queria saber sua opinião sobre política, economia, eleições municipais e a sucessão na Câmara, entre outros temas. Barros é pré-candidato ao Senado na vaga de Sergio Moro, se o senador for cassado.

Choro & trava 

Na esteira do choro da ministra da Saúde, Nísia Trindade, se omite uma trava na articulação da pasta com os congressistas, e há quem aponte a falta de diálogo do secretário-executivo Swedenberger Barbosa, egresso do Governo Agnelo Queiroz.

Duto da Eletrobras

A movimentação de políticos na sala de Bruno Eustáquio, diretor de Relações Institucionais da Eletrobras, incomoda parlamentares de esquerda e servidores da empresa. Eustáquio usa polpudos fundos regionais de recuperação de bacias hidrográficas, da Eletrobras, para favorecer políticos de oposição ao Governo Federal.Brunoera da turma muito próxima de Jair Bolsonaro. 

Presidente baiano 

Pelas articulações já em andamento, tão cedo, o cenário congressual indica que um baiano será o novo presidente da Câmara dos Deputados em 2025, na sucessão de Arthur Lira. A disputa pode ficar entre Elmar Nascimento (União-BA), do grupo de Lira, e Antônio Brito (PSD-BA), apadrinhado pelo Palácio, que precisa controlar a Casa.

Fatia do Brasil

Uma radiografia preocupante para quem preza pela soberania. Pelo menos 6,5 milhões de hectares do Brasil já foram comprados por grupos estrangeiros de diferentes países, nas cinco regiões do País. E esses são apenas as registradas em cartórios.