O ex-ministro Gustavo Bebianno, afirmou que o repasse de dinheiro público para candidatas laranjas era responsabilidade exclusiva do diretório do PSL de Minas Gerais, comandado na época por Marcelo Álvaro Antônio. Atualmente, Marcelo está à frente do Ministério do Turismo. As informações foram divulgadas nesta 2ª feira (6) no jornal Folha de S.Paulo.

Bebianno foi coordenador da campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro e chegou a ser ministro da Secretaria Geral da Presidência até 18 de fevereiro de 2019. Foi demitido após protagonizar uma discussão com o presidente. Áudios da conversa foram vazados.

Bebianno diz ter apenas repassado o dinheiro requisitado ao comando da legenda em Minas.

“Esclareço que todos os pedidos de recursos efetuados para as mencionadas candidatas em questão [as acusadas de serem laranjas] foram feitos pelo próprio diretório de Minas Gerais”, disse o ex-ministro para o jornal.

Segundo Bebianno, para que os repasses fossem efetivados eram solicitados formulários preenchidos pelas candidatas e uma planilha feita pelos comandos estaduais do PSL informando quem seriam as candidatas e quanto cada uma receberia.

O ministro do Turismo admitiu ao jornal ser o responsável pelos repasses e justificou a escolha do direcionamento dos recursos. Segundo ele, o dinheiro foi transferido para candidatos do Vale do Aço para refutar a força da esquerda na região.

INVESTIGAÇÕES
Quatro mulheres são investigadas sobre a suspeita de terem participado de candidaturas laranjas no pleito de 2018. Em fevereiro, a PF abriu 1 inquérito para investigar suspeitas de candidaturas laranjas do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, em Minas Gerais. Candidatas da legenda disseram que suas candidaturas foram usadas para desviar dinheiro de fundo eleitoral.

Segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo em 4 de fevereiro, o ministro teria patrocinado 1 esquema de laranjas no Estado que direcionou verbas públicas de campanha eleitoral para empresas ligadas ao seu gabinete na Câmara.

De acordo com a reportagem, o Marcelo Álvaro Antônio indicou ao comando nacional do PSL e repassou R$ 279 mil às candidatas Lilian Bernardino, Milla Fernandes, Débora Gomes e Naftali Tamar. Ele negou as acusações em entrevista ao Jornal do SBT.