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E agora prefeito? “É uma vitória dos palmenses”, diz Amastha

Carlos Amastha, reeleito a prefeito de Palmas, frisou que quem ganhou foi o cidadão que acredita no seu modelo de gestão

Elias Oliveira

Palmas será gerida mais quatro anos por um colombiano. O prefeito Carlos Amastha, eleito em 2012, conquistou sua reeleição ontem com uma vantagem de 27,4 mil votos, mais de 50% dos votos válidos. Em entrevista, Amastha afirmou que dará continuidade a sua gestão em 2017, onde tudo será prioridade, e que os palmenses podem ficar tranquilos, pois as promessas serão cumpridas. Ele frisou que procurará hoje o governador Marcelo Miranda (PMDB) para construir uma relação institucional e que 2018 será discutido em 2018.

Qual é o sentimento de ter sido reeleito prefeito de Palmas?

Muita alegria, estou muito feliz. Diferente de 2012, que havia um sentimento forte de mudança, de renovação. Em 2016, tivemos um voto consciente. Ganhou o cidadão que presa por uma cidade limpa, organizada, que vê a necessidade das estruturas funcionarem, que enxerga na política uma maneira da gente construir um futuro nosso. Fizemos uma campanha que não teve carreata, não teve gasolina distribuída, onde o prefeito não pisou em uma repartição pública municipal e não fez nenhuma reunião com o funcionalismo público. Não é uma vitória do Amastha, é uma vitória de cada um dos palmenses, do Santo Amaro ao Taquari, ao Taquaralto, ao Buritirana.

Como será sua gestão nos próximos quatro anos?

Continuamos na mesma linha, tudo é prioridade. Palmas precisa avançar em todas as frentes e faremos isso. Tenho dito que nós planejamos muito mais que conseguimos executar. Temos uma prateleira pronta de projetos e temos fonte de receita. Então vamos executar tudo aquilo que a gente sonhou pra cidade. Não vamos decepcionar. E podem cobrar.

Quais serão as primeiras medidas, elas serão de imediato ou só em janeiro?

Amanhã de manhã (hoje) vou mandar para a Câmara Municipal de Vereadores um projeto de lei criando o dia do cunhado.

O senhor irá concluir o mandato de prefeito ou pretende ser candidato em 2018?

Por enquanto nenhuma pretensão para 2018. Temos tantas coisas para fazer e não entrei nessa campanha de olho em 2018, temos tempos difíceis daqui para frente, a economia do Brasil ainda não reagiu, o momento é muito crítico e ruim e eu jamais abandonaria o barco em um tempo de crise. Mostramos em Palmas que era possível vencer toda essa velha política. E com certeza em 2018 podemos ser um modelo dessa grande transformação, não como candidato, mas fortalecendo um grupo de pessoas de bem, decentes, comprometidas, que venham para a política. Palmas sem dúvida é o farol que ilumina essas mudanças no Tocantins e no Brasil, então nos preparamos para essas mudanças, porque vamos conseguir levar ao comando do Estado os melhores da sociedade tocantinense.

Como será a relação do Paço Municipal com o Palácio Araguaia?

Amanhã (hoje) mesmo vou procurar o governador Marcelo, espero que ele me atenda amanhã mesmo. Acho que, como prefeito reeleito da Capital, mereço essa audiência. E novamente, política é uma coisa, gestão é outra. Marcelo Miranda é o meu governador e o governador de todos os tocantinenses. Ele teve uma candidata a prefeita, a vice-governadora (Cláudia Lelis), e a gente precisava mostrar para a população palmense o desastre da administração que vem acontecendo. Vou me colocar a disposição do governador e ver se desta vez a gente consegue avançar nos temas que são importantes para a nossa cidade. Agora, 2018 já é outra coisa.

Como o senhor lidará com a Câmara Municipal?

A partir de 2017 será muito mais fácil, porque em 2012 elegemos apenas três vereadores e fomos construindo um Frankeistein de uma base. Hoje, ainda não sei o número, mas com certeza a gente elegeu no mínimo dez vereadores, isso faz com que a formação da Casa, desde o primeiro dia, seja de atitudes coerentes e alinhadas com o Paço Municipal.

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