O New York Times prestou uma homenagem à apresentadora Glória Maria 20 dias após a morte dela. Em publicação, apontou para o legado deixado por ela para a TV brasileira e disse que Glória "quebrou barreiras".

"Considerada a primeira telejornalista negra do Brasil, derrubou barreiras para as mulheres negras na televisão em uma época em que as cadeiras de âncora do país eram ocupadas principalmente por homens brancos", diz um dos trechos.

Segundo o jornal, Glória se tornou "um ídolo negro em um país com uma história de profundo preconceito racial".

A capacidade da jornalista de fazer boas entrevistas também foi lembrada. Dentre as personalidades que já conversaram com ela estão Michael Jackson, Elton John, Nicole Kidman e Madonna.

Glória morreu na manhã do dia 2 de fevereiro, aos 73 anos, vítima de um câncer. O tratamento que ela fazia para combater as metástases que existiam em seu cérebro deixou de fazer efeito.

Em 2019, ela descobriu um tumor no cérebro, tendo enfrentado o problema com cirurgia e imunoterapia. Em dezembro passado, a Globo informou que ela estava afastada da TV para tratar da saúde, mas acrescentou que isso já era previsto como parte do tratamento contra o tumor cerebral.

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