O julgamento do acusado pelo assassinato da professora Elizabete Contini, ocorrido em julho de 2010, começa hoje, a partir das as 9 horas, no Fórum de Palmas. O júri popular foi determinado pelo juiz titular da 1ª Vara Criminal da Comarca da Capital, Gil de Araújo Corrêa.

Quem sentará no banco dos réus, acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de ser autor do homicídio, é o ex-marido da vítima, João Abílio, 57 anos. O denúncia afirma que a prova pericial demonstra que o acusado, consciente e voluntariamente, matou a vítima de forma dissimulada, impossibilitando a defesa, deixando-a com as mãos amarradas. Concluiu-se também que o motivo do crime seria “torpe”, já que a vítima descobrira que o acusado a tinha endividado junto a instituições bancárias, em razão de gastos decorrentes de relações extraconjugais. “As festas e churrascadas patrocinadas pelo acusado, logo depois da morte da vítima, levam a esse entendimento”, frisa o MPE na acusação.

Conforme o laudo de necropsia apresentado pelo MPE na época do crime, Elisabete foi estrangulada e morta após fratura na coluna cervical. O corpo foi encontrado três dias depois próximo à Praia do Prata, enrolado em uma lona preta. Umas das provas testemunhais mostram indícios de que o acusado, às vésperas do crime, adquiriu uma lona preta e um pedaço de fita de tecido sintético que teria sido usado para asfixiar e amarrar as mãos da vítima.

O irmão da vítima, Rogério Xavier Contini, qualificou os últimos sete anos como humilhantes e depressivos para a família. “Com tantas provas, um inquérito bem embasado e a justiça brasileira continua nessa morosidade. Agora chegou a hora. Só nos resta esperar que a justiça seja feita”, desabafou.

Questionado se a acusação do cunhado havia sido uma surpresa para a família, Rogério disse que não. “Acho que ela tinha descoberto as traições porque queria sair de casa. Num fim de semana ela estava procurando casa para se mudar, na semana seguinte apareceu morta”, relembra o irmão de Elisabete.

O advogado de defesa de João Abílio, Airton Veloso, lamenta que a polícia judiciária tenha reduzido o leque de possibilidades ao seu cliente. “Vou tentar mostrar os erros da perícia com uma contra-perícia, feita por um profissional altamente competente aqui de Palmas”, anunciou o advogado.

defesa do acusado reclama que investigação ficou limitada ao seu cliente e reclama

de falhas técnicas

em perícia