A decisão judicial que resultou na prisão preventiva da secretária municipal da saúde de Palmas, Dhieine Caminski, revelou supostas tentativas de interferência nas investigações sobre irregularidades no contrato de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul da capital. A prisão ocorreu na quarta-feira (10) e teve autorização da 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas. O superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, também foi preso. Há ainda um mandado de prisão preventiva contra a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, que está foragida. Segundo a decisão judicial, as prisões buscam preservar as investigações diante de indícios de interferência na produção de provas e alinhamento de versões entre investigados. O Ministério Público do Tocantins (MPTO) alega que o contrato da Prefeitura de Palmas com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba aumentou significativamente os custos para a gestão das UPAs. O valor teria passado de R$ 16,8 milhões para R$ 139,1 milhões, um crescimento de quase 800%, sem ampliação proporcional da estrutura de atendimento.