O próximo presidente da República vai ter o direito constitucional de nomear quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal nos quatro anos vindouros, resultado da aposentadoria esperada deste quarteto. É isso que está em jogo, principalmente, nos staffs partidários dos principais presidenciáveis. Alguns deles já têm lista de preferidos, e o lobby dos pretensos é forte entre os pré-candidatos nos bastidores. É o resultado de um País no qual a Suprema Corte está mandando muito – até na política. Nada, ninguém está acima do STF hoje, nem o CNJ – que deveria fiscalizar e punir, mas é controlado pelos próprios ministros. Tornou-se a mais corporativa e poderosa instituição do País. Farra da oposição É fato que Flávio Bolsonaro não se ajuda, fala de improviso e se complica. Como o pai. Mas foi mal interpretado no evento com embaixadores na terça (21). Ele defendeu o sistema eleitoral brasileiro, e citou a fraude nas eleições venezuelanas embasado na denúncia do Governo dos EUA. Lembrou que fabricante Smartmatic, de lá, tem ligações aqui. E é fato. A empresa fez treinamentos com técnicos do TSE no Brasil, mas não fabricou as urnas. A oposição distorce e faz a farra.