O presidente Lula da Silva (PT), que surfava até semana passada na onda da reeleição garantida, mesmo que apertada, deu um tiro no pé a três semanas da eleição presidencial. A aparição em rede nacional em defesa do Supremo Tribunal Federal jogou todos os evangélicos e os indecisos – não apenas os cristãos – na fila de voto do rival Flávio Bolsonaro (PL). Ele vai aparecer empatado com o petista, ou até virando o jogo, nas próximas pesquisas. É o que comentam entre portas três caciques de grandes partidos. Lula puxou para si a crise protagonizada por Alexandre de Moraes na Corte – este, sob forte suspeita de prevaricação – e a defesa do Tribunal conotou aos olhos da sociedade uma tentativa de proteção a Moraes e de blindagem ao PGR Paulo Gonet, citados no inquérito da PF na relação com o “banqueiro” Daniel Vorcaro. O estrago é enorme. Há informes de que todas as igrejas neo e pentecostais se uniram para defender o “terrivelmente” evangélico, ministro André Mendonça, nesse embate com Moraes. E isso causará dois efeitos: o voto não-Lula e o voto de protesto pró-Flávio. A conferir.