Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba em São Paulo (Daniel Soares/Google Maps) O Ministério Público do Tocantins (MPTO) aponta uma grave fragilidade técnica no contrato de gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas: a previsão de uma "parcela fixa" de valores milionários sem a devida exigência de metas de produtividade. A constatação faz parte do Inquérito Civil instaurado pelas 9ª e 22ª Promotorias de Justiça para apurar possíveis irregularidades no Termo de Colaboração firmado entre a Prefeitura de Palmas e a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba. De acordo com os promotores, o modelo de repasse adotado garante à entidade o recebimento de recursos públicos mesmo que não haja a comprovação de uma prestação de serviço proporcional. Essa "blindagem financeira" no contrato é um dos pontos centrais que fundamentam a suspeita de prejuízo ao erário e falta de eficiência na gestão da saúde da capital.