Sede do Ministério Público do Tocantins (Marcelo de Deus/MPTO) O contrato de R$ 139,1 milhões para gestão das UPAs de Palmas entrou na mira de uma investigação que apura aumento de quase 800% nos custos do serviço, possível falta de transparência na contratação e suspeitas de irregularidades envolvendo a entidade responsável pela administração das unidades. Documentos obtidos pelo Jornal do Tocantins mostram que promotores do Tocantins passaram a buscar, em São Paulo, provas relacionadas à atuação da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, contratada pela prefeitura da capital. O inquérito civil público conduzido pelos promotores Vinicius de Oliveira e Silva e Rodrigo Grisi Nunes aponta um aumento de quase 800% no custo anual do serviço em comparação aos contratos anteriores das unidades. Segundo os documentos, o valor anual destinado às UPAs saltou de R$ 16,8 milhões, em 2024, para R$ 139,1 milhões em 2026. O MPTO também questiona o modelo financeiro adotado no contrato, que prevê pagamento fixo equivalente a 80% do total, independentemente da quantidade de atendimentos realizados ou da produtividade da gestão.