Sede do Ministério Público em Palmas (Djavan Barbosa/Arquivo JTo) O Ministério Público do Tocantins (MPTO) classifica como abusiva uma cláusula no contrato de gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas que assegura o repasse de 80% do valor mensal à Santa Casa de Misericórdia de Itatiba (SP). Segundo os promotores Vinicius de Oliveira e Silva e Rodrigo Grisi Nunes, o pagamento dessa "parcela fixa" ocorre independentemente da produtividade assistencial ou do volume de pacientes efetivamente atendidos nas unidades. A investigação integra o inquérito civil que analisa o salto nos custos da saúde municipal. O contrato anual, que possuía o valor histórico de R$ 16,8 milhões em 2024, atingiu o montante de R$ 139,1 milhões em 2026. O aumento de quase 800% no repasse público aconteceu sem que a rede física de atendimento recebesse ampliações proporcionais na capital.