Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba em São Paulo (Daniel Soares/Google Maps) O relatório final da Operação Falsa Emergência, que investiga um esquema de desvios na Saúde de Palmas, detalha como a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba (SCMI) teria atuado como uma "mera intermediária de pagamentos". Segundo a Polícia Civil, a organização social (OS) não possuía estrutura técnica ou pessoal próprio para gerir as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul, funcionando apenas como um anteparo para a "quarteirização" de serviços milionários. De acordo com as investigações da Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Decor), o contrato de R$ 139 milhões teria sido estruturado para que a Santa Casa repassasse recursos públicos a empresas terceirizadas. Muitas dessas prestadoras, segundo o inquérito, já possuíam histórico de atuação no município, o que reforça a tese de que a presença da organização social não era necessária para a operação direta das unidades.