Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se articularam e, direto do Cafezinho da sala da toga das quintas-feiras, escalaram o decano Gilmar Mendes para ser o porta-voz em defesa da alta Corte do Brasil, diante de ataques sofridos de todos os lados. O 1º contra-ataque será na medida de Poderes. Gilmar mirou o Congresso Nacional – de onde saem tentativas de facilitar impeachment dos juízes e ideias de mandatos fixos para o Supremo, a exemplo de outros países. Em entrevista ontem à “Rádio BandNews Brasília”, o decano foi direto ao ponto na reciprocidade da cobrança: disse que o Brasil precisa de uma reforma de Estado, não apenas do Judiciário. Para ele, deve-se rediscutir a ingerência política nas Agências Reguladoras (segundo ele, com nomeados por critérios partidários, não técnicos), e rever as emendas impositivas. Um tiro no coração dos congressistas. Como notório, o mesmo Senado que sabatina os indicados ao STF é o que aprova seus nomes prediletos às reguladoras. A revisão das emendas pega em cheio os projetos eleitorais dos parlamentares. A conferir o próximo capítulo.