Hoje é o Dia B, de “Bessias” para o advogado e ex-AGU Jorge Messias, o apadrinhado de Dilma Rousseff, que fez questão de viajar da China ao Brasil para acompanhar sua sabatina no Senado. A expectativa no Palácio do Planalto é que, após meses de lobby, ele seja aprovado no plenário do Senado com uma vantagem de 10 votos. Mas nem tudo está garantido, não. Até ontem, pelo menos 30 senadores estavam “indecisos”. O senador Hamilton Mourão (Rep-RS), ex-vice presidente da República, decidiu subir o tom na CCJ. Em vez do tradicional bate-bola de perguntas e respostas, Mourão fará um pronunciamento, sem abrir espaço para réplica do indicado do presidente Lula da Silva. A manobra é protesto deliberado contra o que a oposição chama de “rolo compressor” do Palácio. Mourão vai citar a falta de “notável saber jurídico” de Messias e o cordão umbilical político que o liga ao presidente, o que fere a independência do STF.