Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, amarrou tão bem sua rede de relações financeiras nos três Poderes que agora ninguém em Brasília quer sua delação – nem gente poderosa do Congresso, tampouco o Palácio do Planalto (onde respingam seus tentáculos baianos) até em quem mais manda no País hoje, o Judiciário. Na Polícia Federal, para quem ele já entregou duas tentativas, nada andou porque falou o que os investigadores já sabem. Ele teria que entregar onde estão boa parte dos R$ 60 bilhões que promete devolver para passar uma temporada mais curta na cadeia. A sensação em Brasília é de desconforto e uma tensão gigante sobre a governabilidade do Brasil – no Legislativo e Judiciário, principalmente. Se a PF ou a PGR aceita sua deleção, o Governo para. Plano B do B O que já está acertado no Palácio, sobre a 2ª indicação do AGU Jorge Messias, o Bessias, para o Supremo Tribunal Federal: Lula da Silva só o faz em fevereiro de 2027 caso seja reeleito. Com a caneta de mais quatro anos na mão, o verão será o tempo necessário para abrir o caminho no Senado. Caso Lula perca a eleição, Messias cai junto no ato, e terá de se contentar em ser o único rejeitado pela Casa Alta em 132 anos.