Quanto mais o noticiário e as rodinhas do Poder discutem o escândalo do Banco Master com o BRB, as prisões e delações de seus ex-dirigentes, mais se nota que outro mega escândalo – de R$ 6 bilhões de assalto – ficou na gaveta da Polícia Federal e saiu de pauta da mídia. Ninguém mais fala da roubalheira contra aposentados no INSS, o que atinge em cheio esse Governo, sob o qual o rombo foi bem maior. A viatura sumiu das ruas, também. A CPMI foi enterrada num acórdão e contou até com Habeas Corpus para investigados blindados por ministros do STF. A não ser que a Polícia coloque na rua mais operações contra os verdadeiros beneficiários – diretores do órgão, lobistas e políticos – fica a conotação popular de que o Judiciário (PF e togados) protegeu os investigados, em especial um filho do presidente Lula da Silva – que teria sido beneficiado com R$ 300 mil de mesada do esquema – e o irmão de Lula, Frei Chico, diretor de entidade que tungou R$ 300 milhões dos velhinhos. Nada avançou sobre esses dos personagens, aliás.