A PEC do fim da jornada 6 x 1, com proposta de 5 x 2 e 6h diárias virou uma equação do fim do mundo na Câmara dos Deputados. Com um Congresso dominado pelo patronato, desde o Governo Bolsonaro, o PT já encontra forte resistência no lobby das associações empresariais. O desafio maior não está na quantidade de folgas por semana – duas folgas, a ideia que tem menos rejeição, diante de até três que já propuseram, o que a maioria considera loucura. O maior problema é que a esquerda quer aumentar folgas e reduzir de 8h, em média, para 6 horas a carga horária/dia, sem desconto nos salários. Os empresários lembram aos deputados que, neste caso, teriam de contratar mais um funcionário por vaga para um dia de trabalho. E pior para quem opera com três turnos: Seriam mais 2 funcionários por vaga. Ou seja, num País que precisa crescer, refém dos maiores juros reais do mundo na Selic, e com o peso da conhecida carga tributária, o povo trabalhar menos e ganhar o mesmo é pedir para o patrão abrir a falência.