Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba em São Paulo (Daniel Soares/Google Maps) O Ministério Público do Tocantins (MPTO) apura indícios de irregularidades no contrato de gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas com a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba (SP). A investigação, oficializada por meio de inquérito civil, aponta um salto de quase 800% nos gastos com apoio médico na capital, sem que ocorresse ampliação da rede física de saúde. Conforme os documentos da portaria de instauração, o custo histórico anual para o serviço girava em torno de R$ 16,8 milhões até 2024. Com o novo Termo de Colaboração nº 001/2026/SEMUS, o montante subiu para R$ 139,1 milhões anuais. O MPTO classifica as cláusulas contratuais como abusivas, especialmente a previsão de uma parcela fixa mensal que garante o repasse de 80% do valor à entidade paulista, independentemente da produtividade ou do volume de atendimentos.