A Belle Époque, expressão francesa que significa "Bela Época", foi um período de otimismo, inovação e efervescência cultural que se estendeu da última década do século XIX até o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914. Concentrado nas grandes capitais europeias, especialmente Paris, esse tempo foi marcado por transformações sociais profundas, pelo avanço das ciências e pela celebração do progresso humano — mas, sobretudo, pela valorização intensa da arte em suas múltiplas expressões. Na literatura, a Belle Époque produziu nomes que se tornaram pilares do modernismo e do simbolismo. Escritores como Marcel Proust, com sua monumental obra Em Busca do Tempo Perdido, mergulharam na subjetividade e na memória, questionando o tempo e a identidade de maneira refinada e inovadora. Oscar Wilde, embora irlandês, encontrou em Paris um palco ideal para seu estilo decadente e irônico, enquanto o belga Maurice Maeterlinck deu ao teatro simbolista um tom filosófico e misterioso. A literatura do período, marcada por uma linguagem ornamental e pelo culto ao belo, também conviveu com tensões: a exuberância da forma muitas vezes ocultava o vazio existencial, tema que começava a emergir.