O atendimento à população brasileira na rede pública de saúde, devido à atuação de uma pequena parcela de servidores, é, em muitos casos e em todas as esferas da nossa Federação, lamentável. São profissionais que ingressaram na área da saúde pública não com a vocação de prestar seus serviços com amor e espírito de abnegação ao próximo, mas apoiados única e exclusivamente pela estabilidade financeira e profissional assegurada pela Lei nº 8.112/90, dos servidores públicos federais. Certamente, o desempenho dos profissionais que se dedicam com louvor à rede pública de saúde é incomparável ao daqueles que são meros coadjuvantes. Estão ali por acaso. Faltam injustificadamente aos plantões: registram o ponto e vão embora em seguida, sem prestar os serviços relevantes pelos quais são responsáveis. Suas atitudes indignas podem levar ao agravamento irreversível do estado de saúde de inúmeros pacientes.