Por que algumas economias se tornam progressivamente mais produtivas à medida que produzem mais, enquanto outras permanecem presas a trajetórias de baixo crescimento? A resposta foi antecipada por Kenneth Arrow em 1962: produzir é, também, um processo de aprendizado. A ideia parece simples, mas representa uma inflexão importante na teoria do crescimento. Até então, modelos neoclássicos, como o de Robert Solow, tratavam o progresso tecnológico como exógeno — essencial para explicar o crescimento, mas sem uma origem econômica claramente identificada. Arrow altera esse paradigma ao mostrar que o próprio processo produtivo gera conhecimento. O mecanismo é direto. À medida que empresas acumulam experiência, trabalhadores tornam-se mais eficientes, processos são aperfeiçoados, erros diminuem e novas soluções técnicas emergem. O resultado é a queda sistemática dos custos unitários — um fenômeno conhecido como learning by doing. Esse padrão foi documentado empiricamente por Theodore Paul Wright na indústria aeronáutica e, desde então, replicado em diversos setores.