Há encontros que nos devolvem a esperança.Recentemente, sentado numa mesa de bar em Itacajá, cidade localizada no sertão do Tocantins, estava eu acompanhado de meus primos Maurício, de José Flávio e de alguns amigos, vivi uma dessas experiências que parecem simples, mas acabam produzindo profundas reflexões. A cena era comum. Cadeiras espalhadas pela calçada, conversa descontraída e o ritmo tranquilo característico das pequenas cidades do interior do sertão tocantinense onde todo vai devagar. Nada indicava que aquela seria uma noite diferente. Entretanto, bastaram alguns minutos de conversa para que um jovem chamado Aleksander se transformasse no centro das atenções. Não por falar mais alto. Não por tentar impressionar ninguém. O que chamou a atenção foi a qualidade de suas reflexões. À medida que a conversa avançava, Aleksander transitava com naturalidade por temas ligados à literatura, à história e à formação das sociedades. Mais do que demonstrar conhecimento, revelava algo raro: capacidade de formular interpretações próprias. Não repetia opiniões prontas. Pensava por conta própria.