Se Peter Drucker estivesse vivo, talvez sorrisse diante da palavra compliance. Não porque a rejeitasse, mas porque veria nela algo óbvio, uma consequência natural daquilo que ele sempre defendeu: a gestão com integridade. Para Drucker, a eficácia nunca foi apenas uma questão de desempenho, mas de propósito. E o propósito, para ele, era moral antes de ser técnico. Muito antes de o termo compliance se tornar conhecido, Peter Drucker já dizia que o verdadeiro gestor deve se preocupar em “fazer as coisas certas”, e não apenas em “fazer certo as coisas”. Em outras palavras, não basta agir com eficiência se a decisão em si não for ética. O compliance moderno nasce exatamente dessa diferença: agir corretamente, não por medo de punições, mas por convicção moral. Drucker chamava isso de “disciplina da responsabilidade”, que seria a capacidade de decidir e agir guiado pela consciência, antes mesmo de existir qualquer código de conduta.