O Brasil já provou ao mundo sua força no paradesporto. Nas últimas edições dos Jogos Paralímpicos em Milão-Cortina 2026, consolidamos nosso lugar entre as grandes potências, com recordes, medalha e novos talentos surgindo a cada ciclo. Esse é um patrimônio do país. Mas, se por um lado o alto rendimento avança, por outro, ainda buscamos consolidar o esporte como ferramenta de reabilitação. Essa diferença revela a existência de um enorme espaço que precisa ser ocupado por meio de uma política pública estruturada com planejamento e ação coordenada. É preciso levar o esporte para dentro dos Centros Especializados em Reabilitação (CERs) do SUS e conectá-lo, de forma permanente, às entidades de prática paradesportiva. Não se trata apenas de formar atletas de alto rendimento, mas de garantir o direito básico do acesso ao esporte como ferramenta de saúde, autonomia e cidadania.