O dia em que recebi o diagnóstico de câncer de mama não foi apenas o dia em que uma palavra difícil entrou na minha vida. Foi o dia em que o tempo mudou de função. Antes, ele servia para adiar. Depois, passou a servir para decidir. Cada exame, cada consulta, cada espera virou uma escolha concreta entre enfrentar ou fingir que nada estava acontecendo. E é por isso que, em certas datas, esse cuidado ganha ainda mais sentido. Em fevereiro, por exemplo, duas datas não deveriam passar em branco no calendário da saúde pública: 4 de fevereiro, Dia Mundial do Câncer, e 5 de fevereiro, Dia Nacional da Mamografia e do Mastologista. Mais do que simbólicas, elas lembram que o câncer segue sendo uma das principais causas de morte no mundo e que a prevenção precisa ser efetiva o ano inteiro, não apenas em campanhas pontuais.