O feminicídio é a face mais cruel da violência de gênero. Ele não acontece de forma repentina; quase sempre é o desfecho de uma sucessão de ameaças, agressões físicas, violência psicológica, perseguições e tentativas de controle sobre a vida da mulher. No Tocantins, essa realidade voltou a chocar a população com o assassinato da enfermeira e agente socioeducativa Morgana Vieira Monteiro, de 45 anos, morta em Palmas no último dia 27 de julho, em um crime atribuído ao ex-companheiro. O caso reacendeu um debate necessário: por que mulheres continuam sendo assassinadas mesmo com uma das legislações mais avançadas do mundo? Os números mostram que o problema permanece grave. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026 revelou que o Tocantins registrou aumento de 52,8% nos feminicídios em 2025, passando de 13 para 20 mulheres assassinadas em razão do gênero.