O Programa Mais Médicos, criado em 2013, é um marco para a saúde pública brasileira. Além de levar profissionais para regiões carentes, o que foi determinante à garantia de assistência e redução da mortalidade, suas bases legais reorientaram a formação médica para as necessidades do SUS. Ao direcionar a regulação dos cursos de medicina, o Programa alcançou um feito inédito: pela primeira vez, o número de vagas ofertadas no interior superou o das capitais. Uma estratégia coerente com a experiência internacional, que reconhece a formação no território como fator para reduzir desigualdades regionais. Mas essa trajetória foi interrompida. Medidas importantes do Programa foram abandonadas pelos governos anteriores com impacto na avaliação da qualidade da formação – o teste nacional de progresso dos estudantes, por exemplo, deveria estar em curso há dez anos.