Em muitas empresas, o início de um novo ciclo costuma ser marcado por encontros estratégicos, metas revisadas e discursos inspiradores. Mas, para além dos rituais corporativos, existe uma dimensão menos visível, e frequentemente negligenciada, da liderança: o sentimento de isolamento. Liderar, por definição, implica tomar decisões difíceis, sustentar direções em cenários de incerteza e, muitas vezes, lidar com pressões que não são compartilhadas com o restante da equipe. Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a solidão na liderança é mais comum do que se imagina. Um estudo da Harvard Business Review apontou que mais da metade dos CEOs relatam sentir-se isolados em suas funções, enquanto levantamento da Gallup indica que gestores têm níveis de estresse significativamente mais altos do que a média dos colaboradores.