Durante muito tempo, o consórcio carregou um rótulo injusto. Era visto como algo lento, antiquado, quase um “plano B” para quem não conseguia crédito. Confesso: esse imaginário ainda circula por aí. Mas ele não resiste aos fatos. Nem aos números. E, principalmente, à mudança de comportamento do brasileiro. Em 2025, o mercado de consórcios bateu recordes históricos. Foram mais de 5 milhões de novas cotas vendidas, 12 milhões de participantes ativos e R$ 500 bilhões em créditos comercializados, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (ABAC). Um crescimento superior a 30% em um único ano. Isso não acontece por acaso. E definitivamente não acontece com um produto “ultrapassado”. O que estamos vendo é algo bem mais profundo: uma virada silenciosa, e poderosa, no jeito de planejar a vida financeira no Brasil.