Entre o chá servido com paciência na China e o “jeitinho” apressado do Brasil, há um ponto em comum: o modo como se constroem as relações profissionais e como se fecham os negócios. Mas enquanto o guanxi constrói reputação, o jeitinho ainda testa os limites da ética. A forma como cada cultura estabelece relações revela muito sobre sua maneira de lidar com a integridade. Na China, a confiança é cultivada com tempo, reciprocidade e respeito. No Brasil, a criatividade e a informalidade tornaram-se marcas de aproximação, mas também de risco. Em uma sala de reunião em Pequim, o negócio só começa depois do terceiro chá servido e de muitos encontros. No Brasil, ele pode terminar com um “jeitinho” para acelerar o contrato. Dois gestos distintos, duas formas de criar confiança e dois resultados opostos quando o assunto é integridade.