Nesse mês dos Povos Indígenas somos convidados a reconhecer, respeitar e a valorizar quem nos legou o conhecimento e a técnica de produção de alguns dos mais importantes alimentos que consumimos, não só no Brasil, mas em todo o mundo: a mandioca, as batatas, o milho e o cacau, além de uma infinidade de outros alimentos e remédios que estão no nosso cotidiano. Apesar de enfrentarem muitos desafios para manter seus sistemas alimentares, sustentados em práticas como as roças, a coleta, a pesca e a caça, todas elas associadas aos territórios, a agricultura familiar indígena tem se fortalecido em muitas aldeias do Tocantins, principalmente entre os povos Mehin-Krahô, Iny-Karajá Xambioá, Akwẽ-Xerente e Panhi-Apinajé. Muitos agricultores indígenas estão participando das chamadas públicas do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA- CONAB) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE-FNDE), ambos do governo federal, que tem entre os objetivos combater a fome e valorizar a agricultura familiar. Os alimentos entregues para esses programas são doados para as escolas ou para instituições que atuam junto às comunidades vulnerabilizadas.