Diante da ameaça que paira sobre o pé de pequi centenário de Santa Rosa do Tocantins — município a 160 km de Palmas, berço de um povo que cultiva tradições, simples e acolhedor —, é preciso ecoar o princípio que guia esta defesa: "árvores não se derrubam, se plantam". Esta não é apenas uma frase de efeito, mas a expressão fiel do que sente e vive uma comunidade inteira. Se há quem ainda não reconheça ou valorize sua importância — por desconhecimento, por distanciamento afetivo ou por não enxergar além do concreto —, essa indiferença só reforça a urgência de afirmarmos, juntos, que certas raízes sustentam muito mais que troncos e folhas: sustentam história, identidade e futuro. Desde muito antes da emancipação do município e da própria criação do estado, Santa Rosa do Tocantins já era guardada por este pequizeiro majestoso. Sua copa nunca foi apenas sombra — foi palco de vida. Sob seus galhos, meninas organizavam partidas de vôlei, meninos armavam campeonatos de futebol, mães passeavam com os bebês nos carrinhos, embaladas pela mesma brisa acolhedora. O espaço se tornou ponto de encontro de todas as idades: dos namoros discretos às longas conversas entre adultos, entre músicas, cervejas e risadas que ficaram na memória.