No Brasil, o tema sobre leitura é debatido com frequência. Seu acesso e o combate ao analfabetismo são, precisamente, vistos como pilares para o melhor desempenho da educação no país. Para além desses pontos, outra base também merece atenção: a escrita. É com ela que o ser humano explora seu teor criativo de forma aprofundada, o que possibilita a abertura de portas no futuro. Antes de um debate, é preciso compreender que a escrita e a criação andam de mãos dadas. O ato de escrever pode ser realizado com infinitos propósitos: uma mensagem para um amigo, uma lista de afazeres e, até mesmo, a publicação de um livro. Apesar de ser considerado uma forma de libertação ou transcrição de sentimentos, muitos ainda ficam estagnados em “barreiras invisíveis” na hora de colocar as ideias em prática. A falta do acesso à leitura é um exemplo claro – se não há entendimento total do que está sendo lido, não há margens para que ideias se estruturem no papel. Além disso, outras questões são colocadas em jogo, como a falta de confiança, tempo e recursos. Logo, é preciso que haja uma compreensão de que há uma lacuna entre ter ferramentas para escrever e conseguir utilizá-las.