Por décadas, o debate sobre crescimento econômico esteve centrado nos fatores de produção clássicos — capital e trabalho. O modelo neoclássico de Robert Solow (Prêmio Nobel de Economia), desenvolvido no final dos anos 1950, mostrou como a acumulação desses insumos impulsiona a economia, mas também mostra seus limites: sem progresso tecnológico contínuo, o crescimento tende a perder fôlego no longo prazo, levando a economia a um estado estacionário (steady state), sem crescimento sustentado da renda per capita. A virada conceitual veio nos anos 1980, com Paul Romer, também laureado com o Nobel de Economia. Ao distinguir objetos — como capital, trabalho e recursos naturais — de ideias — conhecimento, tecnologia e métodos — Romer deslocou o eixo da análise econômica. Ideias são, essencialmente, instruções para usar recursos de forma mais produtiva. Não se esgotam com o uso e podem ser replicadas indefinidamente a custo marginal próximo de zero.