Venezuelanos foram às ruas de Caracas nesta terça-feira (3), um mês após o episódio em que Donald Trump cumpriu uma ameaça recorrente e ordenou uma ofensiva militar contra a Venezuela, que terminou com a captura do líder Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Nem todos marcharam pelo mesmo motivo. De um lado, apoiadores do chavismo pediam a libertação de Maduro em um ato e vigília convocados pelo regime, agora comandado por Delcy Rodríguez. Do outro, estudantes, integrantes da oposição e ex-presos políticos, agora libertados, pediam o avanço da proposta de anistia. As manifestações refletem incertezas que pairam sobre o futuro da Venezuela -ainda que, neste último mês, o país tenha passado por mudanças até então impensáveis. Sob pressão de Washington, Caracas anunciou mudanças na economia e começou a afrouxar a sua máquina de repressão.