O papa Leão 14 condenou o uso da força militar para alcançar objetivos diplomáticos nesta sexta-feira (9), durante seu discurso anual para cerca de 184 embaixadores credenciados junto à Santa Sé, no qual também pediu a proteção dos palestinos e dos direitos humanos na Venezuela. O sumo pontífice, o primeiro nascido nos Estados Unidos, expressou preocupação com a fragilidade das organizações internacionais diante dos conflitos globais. "Uma diplomacia que promove o diálogo e busca consenso entre as partes está sendo substituída por uma diplomacia baseada na força", disse. "A guerra voltou à moda e o entusiasmo bélico se espalha. O princípio estabelecido após a Segunda Guerra Mundial, que proibia o uso da força para violar fronteiras, foi quebrado." Referindo-se à captura de Nicolás Maduro pelas forças dos EUA a mando do presidente Donald Trump no último sábado (3), o papa pediu aos governos que "respeitem a vontade" do povo venezuelano e protejam seus direitos humanos e civis.