No dia 3 de setembro, Lorena Isceri, 45, foi agredida, amarrada e trancada no porta-malas de um carro pelo ex-companheiro. Ele pegou a estrada, dirigiu por quase uma hora, parou, tirou Lorena do automóvel e a jogou viva de um viaduto com cerca de 30 metros de altura, perto de Florença, na Itália. Lorena morreu na hora. O homem se suicidou em seguida. Menos de 20 dias antes, Tania Terrin, 39, havia sido estrangulada até a morte pelo ex-companheiro em sua própria casa, na província de Veneza, depois de já tê-lo denunciado à polícia por violência. O homem também se matou. As duas histórias marcam um verão em que o número de feminicídios na Itália disparou. Segundo o observatório do grupo Non Una di Meno (nenhuma a menos), foram 16 feminicídios em agosto e setembro. No período anterior, em julho e agosto, foram seis casos. No acumulado do ano, são 56 vítimas, ante 84 em 2025.