Sob a ameaça dos Estados Unidos e de Israel, o Irã recorre a crianças para se defender. Segundo relatos preliminares de organizações humanitárias, menores de idade participam, por exemplo, de patrulhas e postos de controle. O recrutamento de crianças constitui crime de guerra. Uma das razões é que as expõe à violência. Foi o caso de Alireza Jafari, 11. De acordo com a Anistia Internacional, ele morreu em março enquanto atuava em um posto de controle. Seu pai o havia levado até o local, argumentando que não havia soldados suficientes. A dimensão desse fenômeno ainda é incerta. Blecautes e censura dificultam o trabalho de investigação, afirma Bill Van Esveld, diretor da área de direitos da criança na ONG Human Rights Watch (HRW). Muitos temem falar sobre esse tema, receando sofrer represálias.