A cidade fronteiriça colombiana de Cúcuta, espécie de porta de entrada para a imigração venezuelana, vive dias de tensão e também de celebração pela prisão do ditador venezuelano, Nicolás Maduro. Primeira parada da maioria dos imigrantes venezuelanos -são mais de 7 milhões em solo colombiano- que deixaram o país nos últimos 15 anos, a cidade de 900 mil habitantes vem crescendo, com a criação de bairros pobres onde se instalam os imigrantes que não têm condições de sair dali para algum outro centro urbano na Colômbia ou em outros países. É por isso que os ataques americanos ao território venezuelano e a possibilidade de uma escalada do conflito têm preocupado muitos dos habitantes locais. Ainda assim, há três dias seguidos, o "malecón", principal local de passeio e concentrações políticas ou musicais, tem reunido diariamente, por volta das 16h (18h de Brasília), venezuelanos que comemoram a ação do governo Trump e a prisão de Maduro.