Aos 30 anos, a auxiliar administrativa Yanna da Costa Oliveira imaginava que as maiores preocupações da gravidez seriam as transformações naturais da gestação e a chegada do primeiro filho. Ainda no terceiro mês, um exame de rotina revelou uma alteração inesperada: a pressão arterial estava acima do normal. O acompanhamento médico se intensificou ao longo dos meses, mas, após o nascimento do bebê, os índices não voltaram ao padrão esperado. O diagnóstico de hipertensão permaneceu. “Fiquei bastante assustada. Era um período muito delicado e eu tive muito medo”, lembra. Até então, Yanna associava a doença a pessoas mais velhas e sabia pouco sobre suas causas. A descoberta reflete uma realidade que tem chamado a atenção de especialistas: a hipertensão arterial, tradicionalmente ligada ao envelhecimento, está cada vez mais presente entre adultos jovens. Sedentarismo, excesso de peso, estresse, alimentação inadequada e predisposição genética ajudam a explicar um fenômeno que preocupa médicos por aumentar o risco de enfarte, AVC e doenças cardiovasculares.