Fenômeno mundial em 2026, a minissérie Emergência Radioativa revisita o acidente com o césio 137, ferida aberta para muitas famílias de Goiânia e, ao mesmo tempo, história pouco conhecida por parte dos brasileiros. O roteirista e diretor Fernando Coimbra, diretor geral da produção da Netflix, desembarca na cidade de Goiás nesta quinta-feira (18) para participar do painel Césio 137: A imagem que não Ficou ao lado de Luiza Odet, Telma Camargo, Siron Franco e Benedito Ferreira, como parte da programação do Fica 2026 - Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental. Fernando Coimbra fala ao POPULAR sobre os desafios de recontar uma história trágica em forma de ficção e conta como recebeu as reações negativas à produção. Você se recorda do seu primeiro contato com o acidente do césio 137? Foi na época que aconteceu, eu tinha 11 anos de idade. Foi uma coisa que me marcou para o resto da vida. Eu morava no interior de São Paulo, em Ribeirão Preto, e fiquei sabendo pelos jornais. Foi uma história que chamou atenção e abalou todo mundo. Eu não me recordava dos detalhes da história quando fui fazer a série, mas foi algo que eu nunca esqueci. Fazia um ano que havia acontecido o acidente de Chernobyl, então essa coisa da energia nuclear e da radiação estava muito no nosso imaginário. Quando isso aconteceu no Brasil, foi algo muito marcante.