Poucos sintomas são tão comuns quanto a dor de cabeça, geralmente encarada como um desconforto passageiro. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), cerca de 95% da população brasileira terá ao menos um episódio ao longo da vida, e aproximadamente 70% das mulheres e 50% dos homens enfrentam o sintoma todos os meses. O que transforma um desconforto comum em sinal de alerta, além da frequência das crises, são sua intensidade, duração e os sintomas que as acompanham. Quando passa a se repetir com regularidade ou interfere na rotina, a dor pode comprometer o trabalho, os estudos, o lazer e a qualidade de vida. As crises de dor de cabeça acompanham a personal trainer Bruna Moutinho Seara Zeppelini, de 42 anos, desde a adolescência. Com o tempo, ela recebeu o diagnóstico de enxaqueca e aprendeu a reconhecer gatilhos como tensão pré-menstrual e longos períodos sem se alimentar. “Chego a ter vários episódios por mês”, relata. Durante as crises, a sensibilidade à luz e ao som dificulta atividades simples e compromete a produtividade. Após buscar acompanhamento médico, Bruna realizou tratamento preventivo com acompanhamento neurológico e experimentou uma mudança significativa na qualidade de vida. “Parei de sentir dor de cabeça. É outra vida”, afirma.