Tenho me lembrado com muita nitidez de quem eu era na adolescência nos últimos dias. O despertar para esse passado veio após uma conversa com uma amiga que compartilhou no direct do Instagram uma música que cantávamos no caminho de volta pra casa. A mensagem era a seguinte: “Hoje eu ouvi uma música e lembrei da época em que a gente estudava juntas”. Naquele meio tempo em que recebi a mensagem, eis que estava lotado de tarefas do trabalho, mas parei alguns minutos e me dei de presente aquele play — a música que, em poucas batidas, me levou a viajar pra longe, ou melhor, pra uns 15 anos atrás. Antes que você tente calcular a minha idade, quero dizer (em meio aos seus pensamentos) que tenho menos de 30, acredite se quiser, querido leitor! Enfim, de olhos fechados deixei o meu eu ir de encontro à menina que fui entre os amigos, na sala de aula, em casa, nos bate-papos com os enamorados — e, principalmente, a eu mesma no meu íntimo. No primeiro momento, lembrei dos sorrisos altos que enchiam o corredor quando alguém contava uma piada ou fingia ter estudado aquele conteúdo chato da regra de três. Sim, matemática nunca foi minha matéria predileta.