Há exatos 35 anos (29 de janeiro de 1991) minha família chegava a Palmas. Meus pais e seus cinco filhos, sendo eu a mais velha. Havia chovido e estava abafado. Os mosquitos aproveitaram com voracidade o novo banquete. Sentei num tronco que havia ao lado da nova casa e chorei. Chorei muito! Nossas acomodações provisórias se deram numa sala comercial construída para o negócio dos meus pais, que temporariamente ficaria num barracão ao lado. Era uma sala com duas portas de rolar na frente, três janelas do lado do sol nascente e uma porta nos fundos, que nem havia chegado ainda, então era só o portal mesmo. As telhas eram de barro, mas não havia forro. Em volta, o cerrado que ia sendo derrubado pelas máquinas para abrir as avenidas e dar às quadras os contornos previstos por suas ruas e alamedas. As construções brotavam da terra, misturando-se aos barracos de lona e de madeirite e até algumas barracas de camping que serviram de abrigo.