Quando somos crianças, acreditamos que escolher uma profissão é escolher uma paixão para a vida inteira. Crescemos ouvindo a mesma pergunta: “O que você quer ser quando crescer?” Como se a resposta fosse definitiva, como se bastasse encontrar uma vocação para que todo o resto se encaixasse. Eu, como boa parte dos adolescentes e jovens, não sabia. Mas, por obra do destino, virei jornalista. E bastou o primeiro dia de aula, ainda na disciplina de Introdução ao Jornalismo, para eu perceber que tinha encontrado o meu lugar. É uma profissão que, na maioria das vezes, não proporciona grandes ganhos financeiros a ponto de enriquecer. Ainda assim, fui me apaixonando por ela a cada passo da minha descoberta profissional. Lembro do entusiasmo de segurar, pela primeira vez, o microfone de uma emissora, depois de outra e de outra. Da alegria de contar histórias. Da emoção da primeira matéria no site, de ouvir minha voz na radio. Da primeira experiência na assessoria de comunicação, um outro lado da profissão que também me encantou desde o primeiro contato. Lembro da intensidade das campanhas políticas, da adrenalina dos fechamentos, das coberturas, dos bastidores. Enfim, de todas as essas e outras possibilidades que o jornalismo me apresentou e que aprendi a admirar cada vez mais.