As chamadas “canetas emagrecedoras” vêm ganhando cada vez mais espaço nos consultórios. Quando bem indicadas, essas medicações podem fazer parte do tratamento da obesidade e do controle de doenças associadas. No entanto, um erro bastante comum é utilizá-las sem o devido acompanhamento nutricional, que é um pilar essencial para resultados seguros e duradouros. Uma dúvida frequente é: “Se com a caneta eu já consigo emagrecer, por que procurar um nutricionista?” Em primeiro lugar, é importante entender que a obesidade é uma doença crônica e, como tal, exige cuidado contínuo. Mesmo que a pessoa atinja um peso considerado adequado, o corpo mantém uma “memória” metabólica, com maior número de células de gordura em comparação a indivíduos que nunca tiveram excesso de peso. Esse é um dos fatores que favorecem o reganho de peso quando o estilo de vida não está ajustado. Além disso, o próprio processo de emagrecimento provoca alterações na regulação da fome, tornando necessário um cuidado ainda maior e a implementação de estratégias inteligentes para manter os resultados a longo prazo, como o aumento do consumo de alimentos com baixa densidade calórica, ricos em fibras, e o ajuste da quantidade de alimentos fontes de proteínas e fibras para o melhor controle da fome.