Não é só o "cardápio Mounjaro" dos restaurantes. A mudança provocada nos hábitos de quem consome medicamentos à base de GLP-1 (o princípio ativo das canetas emagrecedoras) já está mexendo com diferentes segmentos da indústria e serviços para muito além do tamanho do prato. As iniciativas vão desde a valorização das proteínas nas refeições, ajustes de roupas com frequência quinzenal, sessões de eletroestimulação para combate à flacidez, aumento do número de drinks sem álcool e até o lançamento de uma refeição completa em pó, a ser misturada com água para permitir uma fácil digestão a quem não tem fome. "Canetas emagrecedoras são algo tão disruptivo quanto a inteligência artificial, isso vai mexer muito com todo o mercado de consumo", diz Lucas Esteves, analista do Santander, responsável pela cobertura de empresas de varejo.