Banhos de gelo, botas de compressão e massagens musculares migraram dos centros de treinamento profissional e passaram a integrar também a rotina de academias. Antes restrita ao esporte de elite, a cultura do recovery ganhou espaço entre praticantes amadores e transformou a recuperação muscular em parte estratégica do treino. O movimento acompanhou uma mudança mais ampla do mercado fitness, que passou a recuperação como extensão do próprio exercício. O Colégio Americano de Medicina Esportiva, uma das principais referências da área, incluiu o recovery entre as tendências do fitness para 2026. A nutricionista Sui Mei Barros Diniz, de 47 anos, começou a recorrer às práticas depois de perceber que a baixa imunidade afetava a disposição para manter a rotina de musculação e cardio. Diagnosticada com doença de Crohn, ela passou a incluir diariamente protocolos como crioterapia, flutuação a seco, sauna infravermelha e banhos de contraste, realizados antes e depois dos treinos na própria academia. “Com a frequência nos tratamentos de recuperação muscular e relaxamento, minha imunidade e disposição melhoraram muito”, relata.